Pular para o conteúdo

Como saber se minha empresa precisa de um aplicativo?

Quando um aplicativo resolve melhor que um site, quando um sistema web basta e as perguntas a fazer antes de investir no desenvolvimento de um app.

Creativeo
Comparação entre um site acessado pelo navegador e um aplicativo instalado no celular

Hoje quase todo mundo usa o celular para pesquisar produtos, conversar com empresas, comprar e resolver tarefas do dia a dia. Por isso é comum surgir a ideia: “minha empresa precisa de um aplicativo”.

Mas ter clientes que usam celular não significa que sua empresa precise de um aplicativo próprio. Em muitos casos, um site responsivo ou um sistema web resolve o problema de forma mais simples e barata.

A pergunta mais importante não é “preciso de um aplicativo?”. É: “existe algum problema que um aplicativo resolveria melhor?”

Aplicativo não é um site no celular

Um aplicativo oferece coisas que um site nem sempre entrega do mesmo jeito: notificações, acesso rápido a funções específicas, câmera, localização e outros recursos do aparelho, funcionamento parcial sem conexão e conforto para quem usa com frequência.

Por outro lado, se o usuário só precisa entrar uma vez para consultar uma informação ou fazer um cadastro, instalar um app é desnecessário. Ninguém quer baixar um aplicativo só para ver o horário de funcionamento de uma loja.

A frequência de uso é decisiva

A primeira pergunta é: com que frequência o cliente usaria essa solução?

Aplicativo tende a fazer sentido quando a interação é recorrente: acompanhar pedidos e entregas, consultar saldo, fazer reservas, registrar atividades, acessar benefícios, conversar com a empresa, controlar alguma operação.

Se o cliente usa várias vezes por semana ou todo dia, ter o app instalado facilita muito. Para algo que acontece uma ou duas vezes por ano, o site é mais conveniente.

Ele resolve um problema específico?

Um bom aplicativo não deveria existir só porque “todo mundo está fazendo”. Ele precisa ter uma função clara.

Numa academia, o app pode permitir que o aluno consulte treinos, acompanhe a evolução, reserve aulas, veja horários, receba avisos e fale com a equipe. Existe uma relação frequente entre cliente e serviço.

Agora pense numa pequena empresa cujo site só apresenta endereço, telefone, serviços, horário e formulário de contato. Um aplicativo para reproduzir isso adicionaria complexidade sem resolver nada relevante. Para esse caso, o que importa é ser encontrado — e aí vale entender o que mudou no SEO com a pesquisa por IA.

Seus clientes querem mesmo instalar um app?

Esse ponto costuma ser ignorado. Desenvolver o aplicativo é só parte do projeto. Depois, as pessoas precisam:

  1. descobrir que ele existe;
  2. encontrá-lo na loja;
  3. instalar;
  4. criar uma conta, se necessário;
  5. conceder permissões;
  6. aprender a usar;
  7. mantê-lo instalado.

Cada etapa é uma barreira. Se o cliente consegue fazer tudo pelo navegador em poucos segundos, talvez o aplicativo não seja necessário.

Quando um aplicativo faz bastante sentido

1. O cliente usa o serviço com frequência

Se a pessoa abre sua solução várias vezes por semana, o app instalado torna o acesso bem mais conveniente.

2. Você precisa enviar notificações

Pedido atualizado, agendamento próximo, pagamento, entrega, nova mensagem, alerta importante. Notificações fazem parte da experiência de um app — embora e-mail, WhatsApp e outros canais também possam atender parte dessa necessidade.

3. A solução usa recursos do celular

Câmera, GPS, Bluetooth, arquivos, biometria, contatos. Quanto mais o negócio depende desses recursos, maior a justificativa para uma experiência mobile dedicada.

4. O usuário precisa do sistema durante o trabalho

Numa empresa de manutenção, o técnico pode usar o celular para consultar a ordem de serviço, registrar a execução, tirar fotos, coletar assinatura, informar a localização e atualizar o status. Aqui o aplicativo faz parte da própria operação — e costuma substituir justamente o tipo de processo manual que vale automatizar.

5. O celular é o centro do produto

Redes sociais, mobilidade, entrega e muitas ferramentas de uso diário simplesmente fazem mais sentido no celular. Nesses casos, o aplicativo é parte fundamental do produto.

Quando um site ou sistema web basta

Um site ou sistema web costuma ser suficiente quando:

  • o usuário acessa poucas vezes;
  • não há necessidade de funções específicas do celular;
  • o conteúdo é principalmente informativo;
  • notificações não são essenciais;
  • o sistema também será usado no computador;
  • é importante permitir acesso imediato, sem instalação.

A grande vantagem: um sistema web funciona em qualquer dispositivo sem que o usuário instale nada — algo especialmente interessante para pequenas empresas que estão começando.

Sistema web funciona no celular?

Sim. Ele pode ser desenvolvido para funcionar bem em telas pequenas: o usuário acessa pelo navegador e encontra uma interface adaptada.

Dependendo do projeto, também dá para usar um PWA (Progressive Web App), que adiciona características de aplicativo — como ícone na tela inicial — sem precisar criar e distribuir um app tradicional pelas lojas. Não serve para todos os casos, mas é uma alternativa que vale considerar.

Preciso de app para Android e iPhone?

Não necessariamente. Depende do público. Atender os dois aumenta o alcance, mas também o tamanho do projeto — e o prazo de desenvolvimento.

Hoje existem tecnologias que compartilham boa parte do código entre as plataformas, o que torna o desenvolvimento mais eficiente. Mesmo assim, é preciso considerar testes em vários aparelhos, publicação nas lojas, atualizações, permissões, compatibilidade e suporte.

Quanto custa manter um aplicativo?

O custo não termina quando a primeira versão é publicada. Depois vêm correções, melhorias, adaptação a novas versões do Android e do iOS, manutenção do servidor, monitoramento, suporte e novas funcionalidades.

E quase sempre existe um sistema administrativo ou uma API por trás do app. O projeto é maior do que “criar um aplicativo” — por isso vale pensar no produto como um todo e conferir quanto custa desenvolver um sistema antes de decidir.

Não transforme o app numa cópia do site

Outro erro comum é pegar todas as páginas do site e transformá-las em aplicativo. Um app deve aproveitar as características do celular e priorizar as tarefas que o usuário realmente precisa fazer.

A empresa pode ter um site com vinte páginas e um aplicativo com apenas cinco funções principais. Menos pode ser melhor: um app focado é mais fácil de usar, de desenvolver e de manter.

Começar pequeno é uma boa estratégia

Você não precisa desenvolver de imediato o aplicativo completo que imagina. Comece pela principal necessidade:

“Quero que meus clientes consigam acompanhar seus pedidos pelo celular.”

Essa pode ser a primeira versão. Depois entram notificações, histórico, pagamentos, suporte, programa de fidelidade. Assim você descobre se os clientes realmente usam a solução antes de investir em dezenas de funcionalidades.

Perguntas para fazer antes de desenvolver

  1. Com que frequência meus clientes usariam o aplicativo?
  2. Qual problema ele resolve?
  3. Esse problema é melhor resolvido por um app do que por um site?
  4. O aplicativo precisa usar recursos do celular?
  5. Notificações são importantes para o negócio?
  6. Meus clientes terão motivo real para instalar?
  7. Quem vai manter o aplicativo depois de pronto?
  8. Posso começar com uma versão menor?

Se várias respostas apontam para uma necessidade recorrente e específica, faz sentido estudar um aplicativo. Se não, um site, sistema web, automação — ou até um software que já existe no mercado — pode resolver com menos complexidade.

Então, minha empresa precisa de um aplicativo?

Não existe regra dizendo que toda empresa precisa ter um. Um aplicativo faz sentido quando melhora de forma concreta a experiência do cliente ou a operação da empresa.

Se o usuário acessa com frequência, precisa de notificações, usa recursos do celular ou depende do app para trabalhar, a justificativa é clara. Se o objetivo é apresentar informações ou oferecer poucas funções usadas de vez em quando, um site ou sistema web basta.

Não comece pela tecnologia. Comece pelo problema. Depois descubra qual tecnologia resolve esse problema da maneira mais simples possível.

Está pensando em criar um aplicativo?

Você não precisa chegar com o app todo planejado. Conte o que sua empresa faz, como clientes ou funcionários usam o serviço hoje e qual problema quer resolver. A partir disso, avaliamos se a melhor solução é um aplicativo, um sistema web, uma automação ou uma ferramenta que já existe.

Entre em contato pelo formulário e conte o que você tem em mente.

Às vezes, a melhor solução não é criar um aplicativo. É criar a solução certa para o problema certo.

Alguns artigos que você pode achar interessantes:

Escrito por

Creativeo

Estúdio de software que projeta e constrói produtos digitais sob medida. Os artigos saem do que aprendemos entregando projetos.

Saiba mais sobre o autor →